domingo, 24 de fevereiro de 2013

Justiça nega novo pedido de sigilo nas investigações da tragédia na Kiss

O incêndio foi na boate Kiss, em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul (Foto: Germano Roratto/Agência RBS)
Incêndio na boate Kiss matou 239 pessoas em
Santa Maria (Foto: Germano Roratto/Agência RBS)

A Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido ajuizado pela defesa de Elissandro Spohr, o Kiko, um dos sócios-proprietários da boate Kiss, que buscava a decretação de sigilo das investigações sobre o incêndio que matou 239 pessoas no final de janeiro, emSanta Maria.
O desembargador Manuel José Martinez Lucas, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do estado, destacou que o deferimento seria possível somente se constatado o desrespeito comalgum personagem envolvido no caso
  

Ainda segundo o desembargador, o sigilo previsto em lei se aplica ao acesso aos autos, não à divulgação dos atos investigatórios pela imprensa. No despacho, ele afirma que a sociedade tem interesse na plena divulgação dos elementos investigatórios e lembra que a Constituição Federal determina que nenhuma lei poderá constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística.

Entenda
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 239 mortos na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores:
- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
- Era comum a utilização de fogos pelo grupo.
- A banda comprou um sinalizador proibido.
- O extintor de incêndio não funcionou.
- Havia mais público do que a capacidade.
- A boate tinha apenas um acesso para a rua.
- O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
- Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.
- 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
Equipamentos de gravação estavam no conserto.
Fonte: G1


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